Eu, Mariza

Eu, Mariza .

Jornalista. Revisora de livros. Poeta. Mãe. Amante de gatos. Batuqueira de maracatu. Viciada em filmes e livros. Acredito na humanidade, apesar dos pesares.

Tag: teatro

Semana 32 - Flores de plástico não morrem

De 4 a 10 de maio

  • Dia das Mães para minha família é sinônimo de almoço farto. Fui pra casa de minha irmã Ethinha e meu irmão Jaciel, com a companhia de Nalvinha e meu sobrinho Gabriel, para comer um cozido maravilhoso. Como de praxe, levamos um bocado para comer em casa, além de presentes de abacate, milho verde, pão francês, munguzá, pinhas e pacotes de pipoca. Saí de lá carregando uma sacola bem pesada. Ainda ganhei uma flor de plástico (essas não morrem jamais...(foto) e um protetor labial. Conversas, dominó e café com o bolo especial de maçã que eu fiz. Foi um dia feliz.
  • A perspectiva de chuvas intensas, com possibilidade de alagamentos, me fez perder o Forrobodó no Clube das Pás, na sexta-feira, que homenageou Dominguinhos. E acabou que choveu só um pouquinho...
  • Muito bom o VII Festival de Chorinho, no Teatro Santa Isabel, que comemorou o centenário de Pixinguinha e o retorno do Grupo Pernambucano de Choro, criado pelo maestro Marcos César, homenageado da vez. Teve participação de Spok e de Beto do Bandolim, além de outros gênios do choro.
  • Foi ótima a consulta de Nalvinha com meu mastologista, José Peixoto. A gente nem precisou pedir, ele vai fazer a cirurgia no Hospital do Câncer. Só aguardar o exame de imunohistoquímica para marcar a data.
  • Tô cheia de dúvidas em relação a levar avante meu projeto com o Funcultura. A ideia é boa, mas exige uma disponibilidade que não tenho, tô focada só em escrever. E ainda nem sei se dá pra ganhar uma grana que compense a trabalheira.
  • Preciso fazer uma lista das coisas que tenho de resolver, porque são muitas e eu ando muito dispersa...

Flor de plástico

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Semana 26 - Ocupada demais!

De 1 a 14 de março

Fazer “resumão” das minhas notas, que deveriam ser semanais, virou uma constante, porque tenho estado tão ocupada que atropelei tudo: os primeiros 14 dias de março foram realmente intensos...

  • Pesquisei prêmios literários e me inscrevi em três, que oferecem dinheiro, publicação e prestígio: no Prêmio Sesc de Literatura, categoria Poesia, concorro com um livro; no 1º Prêmio Internacional de Poesia, da Revista Bula, com um poema (os melhores entrarão numa antologia), e no 3º Prêmio Prata da Casa, da Casa Brasileira do Livro, com uma crônica (para antologia).
  • Li O coração de uma mulher, de Maya Angelou, o livro definido para o próximo encontro do Clube do Livro, e comecei A sociedade literária e a torta de casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Anne Barrows, que será debatido em abril. Baixei o e-book de Frankestein, de Mary Shelley, um presente do jornal Gazeta do Povo e estou lendo no computador.
  • Por causa do romance epistolar A sociedade literária e a torta... fiquei com vontade de escrever cartas, como fazíamos antigamente. Escrevi uma bem longa pra Maira (enviei por e-mail), ela adorou a ideia e prometemos manter a correspondência.
  • Concluí a revisão do livro de contos do meu amigo Marco Polo. Agora vou “passar o pente fino” antes de enviar pra ele.
  • Estou me relacionando com escritores que participam do Substack, e seguindo os escritos e orientações do meu mentor, Wellington de Melo.
  • Ampliei minha rede de conexões do Linkedin, o que exige tempo para ler as mensagens e responder. Preciso me manter presente, pra conseguir trabalhos de revisão.
  • Contratei pedreiro pra resolver problemas de infiltração e marceneiro pra refazer um guarda-roupa que se perdeu em consequência, mas a galera marca dia e hora e não aparece. Fico impedida de sair para meus compromissos e a casa está tomada de poeira, madeira, latões de tinta e impermeabilizante, etc.
  • Calor de 33 graus no Recife e uma enxurrada de muriçocas em casa! Fico exausta. Tomo várias chuveiradas por dia para conseguir trabalhar.
  • Na sexta-feira participei de visita guiada à Oficina Brennand, promovida em parceria com a Escola de Arte João Pernambuco. No teatro de lá assisti Restos de felicidade, encenação de textos de Clarice Lispector relativos ao Recife, onde ela viveu até os 15 anos.
  • Domingo assisti no Teatro Guararapes Tom Jobim Musical, biografia do maestro genial (foto: personagens de Tom Jobim a direita, Vinicius de Moraes a esquerda, e João Gilberto, criador da Bossa Nova, no centro). Fui com Nalvinha e meu sobrinho Gabriel. Depois comemos pizza na Tomazelli.

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Semana 21 - Botando o bloco na rua

De 12 a 18 de janeiro de 2026

  • Contratei o editor Wellington de Melo para a mentoria do meu primeiro livro de poesia: revisar, editar, aconselhar, tirar dúvidas, indicar prêmios de textos inéditos, indicar editoras, acompanhar até a publicação. Depois que ele fez uma leitura crítica e encontrou qualidade na minha produção, finalmente me sinto segura para botar o bloco na rua: É hora de mostrar ao mundo os meus escritos.
  • Comecei a primeira leitura do nosso Clube do Livro: As intermitências da morte, de José Saramago. Fantástico, escrito com muito humor, nele Saramago aborda (como fez em Ensaio sobre a cegueira), como a repentina mudança de um sistema estabelecido gera o caos social. No caso, o que se passaria se, de repente, ninguém mais morresse? Mostra que a morte é necessária para manter o equilíbrio da vida.
  • Tive uma ótima reunião com meu amigo Marco Polo, músico e escritor. Trocamos figurinhas sobre nossos escritos e ele me contratou para digitalizar, revisar e dar sugestões para o novo livro de contos dele.
  • Comprei ingresso para a peça Noite, no Janeiro de Grandes Espetáculos, mas na hora H preferi jantar na casa de meus irmãos, Ethinha e Ciel, onde passei a tarde. Por essas e outras não gosto do esquema de compra de ingressos com antecedência.
  • Começamos os ensaios do Maracatu Real da Várzea visando o Carnaval. Repertório novo e batuque poderoso. Gosto de tocar (alfaia, ganzá e agbê) , de cantar e de dançar, mas confesso que me atrapalha fazer as três coisas ao mesmo tempo, porque nunca fui boa com coreografias. Mas estou me esforçando.
  • Estou me sentindo um gênio da costura doméstica: consertei um edredon e fiz duas fronhas (foto) e dois pegadores de panela para minha irmã Nalvinha. Ficaram lindos.

fronha estampada que fiz para travesseiro pequeno

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Semana 20 - Todos os dias são úteis

De 5 a 11 de janeiro

  • O conceito de “dia útil” está ligado ao trabalho e a oferta de serviços públicos, mas para mim é quando faço coisas necessárias. No primeiro dia útil de 2026 (segunda-feira, 5), fiz faxina, lavei roupas, costurei, li notícias, atualizei este blog, editei poemas, fiz compras no mercado, vi um filme na Netflix, e li poemas antigos de José Rodrigues de Paiva. Dia super útil!
  • Virou tradição na Várzea a Queima da Lapinha do Pastoril das Meninas Encantadas, marcando o encerramento do ciclo natalino (foto). Teve apresentações de Dança Circular e das hilárias Velhas do Pastoril. Ao mesmo tempo começou o ciclo do carnaval, com orquestra de frevo. Fui com minha irmã Nalvinha e meu sobrinho Gabriel.
  • Importante começar o ano cuidando da saúde física e mental, por isso estou marcando consultas com meus médicos e com o dentista.
  • Comprei ingressos para várias peças do Janeiro de Grandes Espetáculos. A primeira foi a apresentação teatral de Memórias Póstumas de Brás Cubas, texto de Machado de Assis, com o fantástico ator Marcos Damigo, que ganhou o prêmio APCA em 2025, no papel do defunto egoista e amoral, em monólogo cheio de humor. O Teatro do Parque estava lotadíssimo. Aplausos super merecidos.
  • Finalmente começamos o Clube do Livro. Depois de muitos desacertos por conta de agenda, nos reunimos no dia 10 na Livraria Jardim, que tem uma ótima estrutura: bons lançamentos literários, estacionamento e o Café Celeste. Definimos o funcionamento do clube, listamos sugestões de leitura, marcamos o próximo encontro para 7 de fevereiro e escolhemos As intermitência da morte, de José Saramago, para ser a nossa primeira leitura.
  • Comecei a consertar roupas de Nalvinha, que não sabe sequer pregar um botão. O primeiro foi um vestido indiano, que precisava encurtar a barra e refazer o bordado de lantejoulas.

queima da Lapinha em frente a Igreja da Várzea

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Sobre a Escola de Arte João Pernambuco

Em 2025 me tornei aluna da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, localizada na Várzea. Estou no grupo de canto coral (foto) dirigido pelo professor Marcos Jardim. Eu conhecia a escola há quase 30 anos, mas como o trabalho me tomava o dia inteiro só agora pude frequentar as aulas. A maioria dos alunos de canto coral são aposentados, como eu, autônomos ou estudantes que dispõem de um expediente livre.

A escola tem o Teatro Águas do Capibaribe, que é bem equipado, inclusive com piano de calda; salas amplas, bancos no jardim e área para confraternizações, com mesas e cadeiras, onde é servido lanche no intervalo das aulas. Oferece cursos e oficinas, totalmente gratuitos, de Canto Coral (prática de canto e teoria musical); Artes Visuais (Desenho, Pintura e outras expressões); Dança (modalidades Dança Brasileira e Dança Contemporânea), Música (instrumentação e canto, como piano, voz e violão, flauta, pandeiro); e Teatro (formação completa, dos níveis básico ao avançado, incluindo técnicas vocais e corporais, teoria e história do teatro). As matrículas são realizadas em janeiro e julho.

No final de 2025 os alunos de todos os cursos fizeram mostras coletivas, encerrando com chave de ouro o ano letivo da escola. Os últimos a se apresentarem foram os grupos de teatro, com excelentes encenações de Tybira – Uma tragédia indígena brasileira; Os fuzis da Senhora Karrar, e O brega de Romeu e Julieta.

A peça Tybira – Uma tragédia indígena brasileira, escrita por Juão Nyn e falada em grande parte em tupi-potyguara, é uma ficção que conta a história de um indígena tupinambá, primeira vítima de LGBTfobia no Brasil, morto por soldados franceses em São Luís do Maranhão. Já Os fuzis da Senhora Karrar, escrito por Bertold Brechet, é um clássico da dramaturgia mundial, que trata da luta dos povos em defesa da democracia, tendo como cenário a guerra civil na Espanha dominada por Franco. O brega de Romeu e Julieta, hilária releitura da história de amor escrita por Shakespeare, encenada pelo grupo Entre nós no teatro e dirigida por João Pinheiro, foi apresentada na Praça do Rosário, em frente a igreja da Várzea, atraindo grande público.

eu no centro do meu grupo, em apresentação de canto coral

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