Eu, Mariza

Eu, Mariza .

Livros, histórias e batuques de maracatu. Por Mariza Pontes.

Semana 39 - É festa: arraial e futebol

  • Quinta-feira teve o encerramento do semestre letivo da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, com apresentação de diversos grupos, incluindo minha turma de canto coral. Teve fogueira e comidas juninas. Pena que o professor Marcos Jardim anunciou a aposentadoria dele, mas prometeu continuar informalmente com nossa turma até o final do ano.

  • No sábado comemoramos o aniversário do meu mano Jácio, com almoço em família no restaurante localizado na sede do Sport Clube do Recife.

  • A noite do sábado foi de alegria total, com o arraial do Maracatu Real da Várzea, no coreto da Praça da Várzea, quando comemoramos os aniversariantes do mês. Teve muita comida junina (eu levei pamonhas), e depois do ensaio dançamos com os grupos Forró da Vontade e Flor de Mulungu (as meninas arrasando no Coco). Como eu passei o São João isolada, gripada, foi a minha vez de me divertir, dancei pra valer, forró, coco e quadrilha improvisada. Valeu demais.

  • Acompanhando vários jogos da Copa do Mundo. Foi eletrizante a disputa do Brasil com o Japão: 2 a 1, de virada, com vitória do Brasil no finalzinho da prorrogação. E duas grandes seleções europeias, Alemanha e Holanda, caindo nos pênaltis diante de Paraguai e Marrocos, respectivamente. Os goleiros estão sendo as grandes atrações desta Copa.

  • Rejeitei o contrato da Editora Urutau, que aceitou publicar meu primeiro livro de poesia. Não valia a pena!

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Semana 38 - A editora Urutau me quer

De 15 a 21 de junho

  • Feliz: a editora Urutau aceitou meu livro de poesia. Meu primeiro livro! Mas só vou dar detalhes depois que assinar contrato.

  • Desisti de ir pra Caruaru, curtir um aniversário em clima junino, porque estou me preservando para cuidar de minha irmã, que vai se operar de câncer. Passei um fim de semana bem chato, solitária e entediada, e mesmo assim peguei gripe! Uma semana de tosse que fazia doer as costelas e o pulmão, dor de cabeça, coriza etc. Por causa disso perdi o café da manhã junino da Cepe Editora, na sexta-feira, que também seria o chá de fralda do primeiro bebê de um amigo; e no sábado um almoço de aniversário na casa de uma amiga do Maracatu Real da Várzea. Felizmente a gripe passou, mas vou continuar sem sair de casa neste São João.

  • A Escola Municipal de Arte João Pernambuco está realizando a Mostra de Artes Cênicas A Porta Aberta (ano 27), em duas etapas. Esta semana foram exibidas as peças O Brega de Romeu e Julieta, Bailei na Curva, O Santo Inquérito e Incidente em Antares. A segunda etapa será de 29 de junho a 1 de julho. Os trabalhos de finalização dos cursos de artes cênicas são apresentados no Teatro Águas do Capibaribe, na sede da escola, no bairro da Várzea, com entrada grátis. O Brega de Romeu e Julieta, inspirado no texto shakespereano, traz para o Recife a história dos jovens amantes de Verona, numa hilária adaptação.

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A gargalhada de Carrero

Morreu na madrugada do dia 16 uma das pessoas inesquecíveis da minha vida: Raimundo Carrero, escritor e jornalista. Não fui ao velório nem ao enterro. Já era difícil ver como ele ficou depois do AVC que teve alguns anos antes, embora sempre o congratulasse pela superação, recuperando a fala e o andar. Mas a recordação que quero guardar de Carrero é a do amigo de juventude, homem forte e generoso, com uma presença que enchia o ambiente com sua gargalhada estrondosa e contagiante. Escrevi sobre isso no número especial da revista online Araçá, que o homenageou (www.aracarevista.com.br).

Segue o depoimento que a revista publicou:

"O que mais lembro de Carrero é a gargalhada. Era tonitroante, palavra que descreve bem o som que enchia a redação do velho Diario de Pernambuco, onde eu comecei a trabalhar aos 22 anos. Ao anoitecer, a voz poderosa se sobrepunha ao barulho das máquinas de escrever, na correria do fechamento da edição do dia. Era uma presença forte, ruidosa e engraçada; um chefe amigo, generoso e compreensivo das falhas humanas, mas exigente na qualidade do trabalho. Nos anos 70 e 80 acompanhei muitas das suas histórias, compartilhando farras nos bares do Recife Antigo, quando saíamos da redação; ele contava de suas paixões, histórias cheias de reviravoltas, algumas das quais suspeito que serviram de inspiração literária. Tive a honra de ser uma das primeiras leitoras do seu livro de estreia, A História de Bernarda Soledade, a Tigre do Sertão, lançado em 1975, que recebi com dedicatória. Ele pediu minha opinião e eu fiquei intimidada: o que poderia dizer uma simples repórter pra alguém que já era um jornalista conhecido no Recife e despontava tão fortemente para a literatura? Não disse nada, mas guardo até hoje o livro como um dos meus tesouros. Depois passamos muitos anos sem conviver de perto, apenas encontros esporádicos, cada qual levando a vida, até 2008, quando ele me convidou para integrar a equipe que formou para reformular o suplemento Pernambuco, da Cepe Editora. As conversas agora incluíam filhos, trabalho e casamento, ele já não se entregava às farras, e logo a idade começou a cobrar seu preço, mas a paixão pela literatura continuava cada vez mais forte. E a gargalhada também. E é essa a imagem que vou guardar de Raimundo Carrero: um homem generoso, inteligente, apaixonado pela vida e pelas pessoas, com uma gargalhada que enchia o ambiente e fazia a gente rir junto".

Esta foto foi feita na redação do suplemento Pernambuco, da Cepe, em 2008. Carrero e a equipe do suplemento Pernambuco

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Eu, Cora e o preconceito literário.

Eu nunca tinha lido Cora Coralina. Via ou ouvia referências, mas não tinha a curiosidade; sempre que me dava vontade de ler poesia escolhia um poeta clássico ou um moderno. Cora me parecia simplesmente ultrapassada, alguém que não tinha nada a me dizer.

Aí, recentemente, depois que instalei no tablet e no celular o app MEC-Livro, comecei a ler autores que antes não acessava, ou porque precisava poupar meu dinheiro e não podia investir em livros tanto quanto gostaria ou porque usava meu tempo para ler obras que considerava mais estimulantes. Com uma plataforma que disponibiliza os livros de graça e que posso ler a qualquer momento e em qualquer lugar, todas as desculpas caíram por terra. Passei a ter contato com os inúmeros autores que estão no vasto catálogo do MEC-Livro, e um deles é Cora Coralina. Grata surpresa.

Estou lendo Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, seu livro de estreia, lançado em 1965, quando ela já contava 75 anos. Talvez por isso a leitura me atraiu, estou quase chegando lá, cronologicamente, e estreando na literatura com um livro de poesia, que espero lançar em breve.

Descobri em Cora uma poeta memorialista, ao mesmo tempo densa e sensível. Sua poesia, pelo menos nesse primeiro livro, se revelou muito visual para mim. A cada poema me vejo de mãos dadas com ela, menina e adolescente tímida e pobre de Goiás, percorrendo becos sujos, apreciando casarões, indo à escola, atravessando pontes, subindo morros, frequentando missas, vendo passar a boiada, ouvindo estórias de assombração, improvisando brinquedos... muita coisa dessa vivência remete à minha própria infância e adolescência, guardadas as devidas proporções sendo eu nascida e criada no Recife.

Vou ler outros livros dela, e já inclui na minha lista muitos outros autores brasileiros que não li por puro preconceito literário, uma falha terrível que pretendo remediar.

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Semana 36 - São João com chuva

De 1 a 7 de junho

  • Muita chuva no Recife, mas as festas de São João estão bombando.
  • O Maracatu Real da Várzea fez a abertura da Expôcenter do Sebrae, no sábado de tarde, dia 6. Foi uma ótima apresentação.
  • Lendo Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, pelo app MEC-LIVRO. O bom é que em qualquer lugar posso ler no celular. Ótimo para passar o tempo de forma proveitosa enquanto espero ser atendida nos consultórios médicos, dentista e filas em geral, ou curtir numa cafeteria legal. Recomendo o app e o livro (foto). Vencedor do Prêmio Casa de las Américas o livro conta a saga de Kehinde, sequestrada no reino de Dahomé aos oito anos, e trazida para ser escravizada na Bahia.

Capa do livro Um Defeito de Cor

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Semana 35 - Sugestão para o app MEC-LIVRO

De 25 de a 31 de maio

  • Resolvi transformar minhas noites de insônia em momentos produtivos, lendo os ótimos livros disponibilizados de graça no app MEC-LIVROS, do Ministério da Educação, que baixei no celular e no tablet. O primeiro foi A Vegetariana (foto), da autora sul-coreana Han Kang, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2024. Terminei de ler em uma semana. O grande problema, para mim, é que o aplicativo empresta os livros por 14 dias, podendo renovar, mas se você termina antes a leitura tem de esperar o fim do prazo para pedir outro! Sugiro ao MEC um prazo mais curto, de 10 dias (renovável), e que se possa pegar dois livros emprestados por vez. Tentei pegar um de poesia e um romance, e não posso ter nada até se passarem os 14 dias da primeira reserva!.

  • Depois que comecei a escrever poemas e contos meu celular tem recebido, via Instagram, uma enxurrada de anúncios de editoras das quais nunca tinha ouvido falar, premiações caça-níqueis e ofertas de cursos sobre como transformar seu livro num best-seller.

  • O quinto encontro do Clube do Livro, no último sábado de maio, teve finalmente a participação da minha amiga Célia Lins, designer da Cepe Editora. Os outros não compareceram por motivos diversos, mas eu, Nalvinha e Célia curtimos muito, falando de livros e de coisas pessoais. No final emprestei a Célia A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, para ser lido por ela e pela mãe (82 anos), que estamos tentando convencer a entrar no grupo. Foi um encontro super descontraído, que se estendeu das 10h às 14h sem a gente perceber o tempo passar. Terminamos almoçando no restaurante Tempero da Rosa, no Hotel Central, onde uma turma de velhos amigos curtiam um karaokê. Muito legal.

Eu lendo A Vegetariana

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Semana 34 - Visitas e boa leitura

De 18 a 24 de maio

  • Esta semana visitei minha irmã mais velha, que comemorou 59 anos de casamento: tem 82 anos, problemas de circulação nos pés e é muito revoltada com a velhice. Mas ainda tem uma voz bonita e potente e quando é estimulada adora cantar músicas do repertório de Alcione, Ângela Maria e Jackson do Pandeiro. Tivemos uma tarde muito divertida, com direito a várias gostosuras.
  • Estou escrevendo contos curtos, preparando uma seleção para enviar no segundo semestre à algumas editoras.
  • Baixei no celular e no tablet o app MEC-LIVROS, do Ministério da Educação, que disponibiliza de graça uma quantidade enorme de ótimos livro. Estou lendo A Vegetariana, da autora sul-coreana Han Kang, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2024. O livro é considerado um dos mais importantes da ficção contemporânea.
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Semana 33 - É preciso saber desistir

De 11 a 17 de maio

  • Desisti de levar avante meu projeto com o Funcultura. O nível de exigências exige uma disponibilidade que não tenho no momento. Falei com a equipe e todo mundo entendeu. Tô focada só em escrever e me dedicar ao tratamento de câncer de Nalvinha. Provavelmente a cirurgia vai acontecer perto do São João.
  • Fiz uma lista das coisas que tenho de resolver em maio e junho, até o São João: é muita coisa! A primeira está concluída: enviar os informes do IR pra minha contadora.
  • E por falar em São João, as comidas juninas já estão dominando os cardápios. Me entusiasmei e fiz uma pamonha na cuscuzeira, receita diet de alguém no Instagram. Ficou uma porcaria: melhor comprar pamonha da padaria, tem umas muito saborosas; mesmo com açúcar vale mais a pena.
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Semana 32 - Flores de plástico não morrem

De 4 a 10 de maio

  • Dia das Mães para minha família é sinônimo de almoço farto. Fui pra casa de minha irmã Ethinha e meu irmão Jaciel, com a companhia de Nalvinha e meu sobrinho Gabriel, para comer um cozido maravilhoso. Como de praxe, levamos um bocado para comer em casa, além de presentes de abacate, milho verde, pão francês, munguzá, pinhas e pacotes de pipoca. Saí de lá carregando uma sacola bem pesada. Ainda ganhei uma flor de plástico (essas não morrem jamais...(foto) e um protetor labial. Conversas, dominó e café com o bolo especial de maçã que eu fiz. Foi um dia feliz.
  • A perspectiva de chuvas intensas, com possibilidade de alagamentos, me fez perder o Forrobodó no Clube das Pás, na sexta-feira, que homenageou Dominguinhos. E acabou que choveu só um pouquinho...
  • Muito bom o VII Festival de Chorinho, no Teatro Santa Isabel, que comemorou o centenário de Pixinguinha e o retorno do Grupo Pernambucano de Choro, criado pelo maestro Marcos César, homenageado da vez. Teve participação de Spok e de Beto do Bandolim, além de outros gênios do choro.
  • Foi ótima a consulta de Nalvinha com meu mastologista, José Peixoto. A gente nem precisou pedir, ele vai fazer a cirurgia no Hospital do Câncer. Só aguardar o exame de imunohistoquímica para marcar a data.
  • Tô cheia de dúvidas em relação a levar avante meu projeto com o Funcultura. A ideia é boa, mas exige uma disponibilidade que não tenho, tô focada só em escrever. E ainda nem sei se dá pra ganhar uma grana que compense a trabalheira.
  • Preciso fazer uma lista das coisas que tenho de resolver, porque são muitas e eu ando muito dispersa...

Flor de plástico

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Semana 31 - Ôooo semaninha intensa

De 27 de abril a 3 de maio

  • Nalvinha foi diagnosticada com câncer de mama, e isso exige providências, que começaram antes de sair o resultado da biópsia, pois já intuíamos que daria positivo: 1) organizar a casa para recebê-la depois da cirurgia (recuperar dois guarda-roupas e tratar as paredes dos quartos com infiltração; esta parte terminou no meio da semana, com uma faxina minuciosa); 2) marcar consulta para ela com o meu mastologista, pois ela não conhece o que o plano de saúde indicou e está insegura de ser operada por ele; 3) começar a pensar no tratamento oncológico, que provavelmente será necessário (Roberta, a minha oncologista, se aposentou. Ela indicou uma pessoa que não conheço e ainda não sabemos se atende pelo plano de saúde de Nalvinha); 4) contratar uma boa faxineira.
  • Comecei com a equipe da Produtora Elo (Rosinha, Alef e Manu) a elaboração de projeto pleiteando financiamento do Funcultura. Vou batalhar pela formação de leitores mirins, com contação de histórias, rodas de leitura e mini-biblioteca comunitária.
  • Chuvas intensas em Pernambuco, com alagamento e quedas de barreiras. Seis pessoas morreram, a maioria soterrada! Recife vira um caos nessas horas! A prefeitura emitiu Alerta Vermelho! Muitos amigos do Maracatu Real da Várzea, que moram às margens do Rio Capibaribe, tiveram as casas invadidas pela água. Fizemos uma batucada solidária, para doação de alimentos, lençóis e material de limpeza.
  • Finalmente terminou a novela do conserto do portão de pedestres do prédio: foi preciso substituir uma folha de alumínio e toda a moldura e recolocar a fechadura. O técnico teve um trabalhão, porque o anterior tinha feito um serviço porco!
  • No domingo comemoramos o aniversário de minha sobrinha, com almoço em um restaurante de Casa Forte. Mas a grande curtição foi a presença do bebê mais recente da família, Maria, de apenas seis meses, super risonha, que está na fase de fazer muitas gracinhas.
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Semana 30 - Malhação

De 20 a 26 de abril

  • Voltei pra academia, depois de mais de um ano inativa: Hidroginástica, três vezes por semana. Com o calor que anda fazendo no Recife, malhar na piscina é um bônus. Por enquanto não me anima fazer musculação.
  • O quarto encontro do Clube do Livro só contou comigo e minha irmã, Nalvinha! Gripe, cansaço, chuva (sendo que fez sol o dia todo),foram as justificativas para as ausências. Uma pessoa compareceu, mas a gente não se conhece, nos desencontramos por pouco.
  • Terminei de reler Pequena coreografia do adeus, de Aline Bei, e estou relendo O adversário, de Emmanuel Carrère. Peguei essa mania: leio rápido, de cabo a rabo, e depois releio devagar, curtindo cada palavra. O próximo da lista será Solo para vialejo, da poeta pernambucana Cida Pedrosa, Livro do Ano do Prêmio Jabuti em 2020, publicado pela Cepe Editora. Agora que me assumi poeta estou lendo o genero com olhar mais apurado.
  • Comprei uma ração baratinha e a gata Coisa Linda detestou. Tive de comprar outra, que atende ao paladar gourmet da bichinha!
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Semana 29 - Leitura e pesquisa

De 13 a 19 de abril

  • Finalmente consegui encerrar os “resumões” decorrentes de atropelamentos do calendário, e volto a fazer notas semanais.
  • Muita pesquisa, em busca das editoras que estão recebendo originais. A maioria adotou o esquema de receber apenas em períodos pré-determinados. Poucas recebem em qualquer época do ano.
  • Baixei e-books oferecidos pela editora Viseu, sobre desenvolvimento de personagens, marketing para escritores e meandros da publicação de um livro. Quero escrever em outros gêneros, além da poesia.
  • Tô achando que não dá para produzir projetos do Funcultura. O nível de exigências é enlouquecedor!
  • Comecei a reler Pequena coreografia do adeus (foto), segundo livro de Aline Bei, lançado pela Companhia das Letras, finalista dos Prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura em 2022. É um romance, mas parece uma poesia longa misturada com trechos em prosa. Que inveja de Aline Bei!
  • A Cepe Editora rejeitou meu livro. Recebi cartinha informando, sem explicação, mas sei que foi porque esqueci o pseudônimo, atrapalhada pela correria: eram apenas 100 inscrições, encerradas automaticamente quando se completasse o número.
  • Drama: o marceneiro deixou um guarda-roupa sem concluir e o eletricista que veio consertar os interfones do prédio trocou os números de todos os apartamentos e colocou no portão de pedestres uma fechadura imprópria para alumínio! Será que eu atraio gente incompetente?! Capa: Pequena coreografia do adeus
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Semana 28 - Perdas e ganhos

De 1 a 12 de abril Ainda atropelando o calendário: minhas Notas Semanais viraram quinzenais!

  • Que coisa! Só se passaram três meses e já morreram três pessoas do meu conhecimento: minha amiga Leda Rivas, a filha de uma amiga querida, e a jornalista Tereza Rozowikwiat, que foi minha colega no DP durante vários anos. Espero que essa onda de morrência pare por aqui.
  • Depois de muito aborrecimento, finalmente ficou pronto o guarda-roupas e a recuperação das paredes do primeiro quarto do ap, só falta eu arranjar coragem para tirar as manchas de tinta que ficaram no chão! O guarda-roupas e a parede do segundo quarto continuam à espera de marceneiro e pedreiro.
  • O conserto dos interfones deu certo pra todo mundo,menos pra mim: meu aparelho veio com defeiro, tem de ser trocado.Também está em stand by a conclusão do portão de pedestres: será preciso substituir uma folha e a moldura, para colocar a fechadura nova.
  • Descobrimos uma fissura horizontal na parede frontal do prédio, de um lado a outro. Estou esperando o orçamento do conserto para falar com os outros proprietários. Problemas à vista!
  • Foi muito bom o terceiro encontro do Clube de Leitura na Livraria Jardim, apesar da falta da maioria. Somente, eu, Nalvinha, Marcos ASBarr e a filha dele, Isabelle, comparecemos (foto). Ótimo papo sobre literatura e nossas preferências de leitura. Isabelle tem 21 anos, é uma grande leitora, ótima aquisição do nosso clube. Como a maioria não conseguiu tempo pra ler O Coracão de Uma Mulher, o livro de Maya Angelou continua à espera de ser debatido.
  • Terminei de ler O adversário, de Emmanuel Carrère, sobre o caso real de um mentiroso patológico que assassina a mulher, os filhos e os pais para evitar que descubram quem ele era realmente.
  • A família inteira pegou virose braba depois do Carnaval. O pessoal ainda está se recuperando e por isso ninguém tem se encontrado. Fui a única que não adoeceu!.. Vaso ruim não quebra, né.
  • Ganhei um ventilador grande de presente do meu sobrinho Gabriel que ficou ótimo no meu quarto. Está me ajudando a dormir nesses tempos de tanto calor, justamente quando resolvi abandonar o ar-condicionado. Valeu, sobrinho. Reunião do Clube do Livro na Livraria Jardim
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Semana 27 - Meu caos criativo

De 16 a 31 de março

Tenho inveja de quem consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo sem se perder, sem enlouquecer a si e aos outros e ainda obtém ótimos resultados! É difícil administrar meu caos: faço metade de uma tarefa, passo pra outra, aí volto pra primeira e por aí vai...tudo suando em bicas com esse calor que está nos 33 graus.

  • Me inscrevi em mais um concurso literário, Microconto de Ouro, promovido pela Casa Brasileira do Livro.
  • Consegui inscrever meu livro de poesias na chamada de originais da Cepe Editora, dia 26. Foi uma correria porque o processo seria automaticamente encerrado ao se completar 100 inscrições.
  • Enviei também o original do livro para avaliação da editora Urutau
  • Encaminhei pra Marco Polo o arquivo revisado do livro de contos dele.
  • Enviei um conto para avaliação de Wellington de Melo. Se estiver bom vou inscrevê-lo no concurso Conta-me Uma História, promovido pelo Grupo de Teatro Machico, de Portugal.
  • Meu cadastro no Funcultura está vigente até março de 2027. Posso concorrer com projetos, mas não sei se quero...estou mais a fim de escrever poesias e contos, para os concursos do próximo ano.
  • Fui ao velório da filha de uma amiga, que morreu por complicações de anemia falciforme. A moça estava linda no caixão! Serena, parecia apenas dormir, sem aquela cor de cera dos defuntos.
  • Assisti com minha amiga Rosinha e nosso amigo Manu, no Cinema São Luís, a estreia da série Mulher Original (foto), rodada no Recife, com maioria de atrizes trans, tendo Sharlene Esse como protagonista. Depois fomos bebericar no bar Orora e, por fim, passar algum tempo na Casa Bacurau, onde o elenco comemorou.
  • Os consertos em casa e no prédio continuam me roubando tempo e paciência. Pedreiros, marceneiros, eletricistas e encanadores adoram marcar dia e hora e não aparecem para executar o trabalho. Pensem no atrapalho de vida!!! cartaz da série Mulher Original
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Semana 26 - Ocupada demais!

De 1 a 14 de março

Fazer “resumão” das minhas notas, que deveriam ser semanais, virou uma constante, porque tenho estado tão ocupada que atropelei tudo: os primeiros 14 dias de março foram realmente intensos...

  • Pesquisei prêmios literários e me inscrevi em três, que oferecem dinheiro, publicação e prestígio: no Prêmio Sesc de Literatura, categoria Poesia, concorro com um livro; no 1º Prêmio Internacional de Poesia, da Revista Bula, com um poema (os melhores entrarão numa antologia), e no 3º Prêmio Prata da Casa, da Casa Brasileira do Livro, com uma crônica (para antologia).
  • Li O coração de uma mulher, de Maya Angelou, o livro definido para o próximo encontro do Clube do Livro, e comecei A sociedade literária e a torta de casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Anne Barrows, que será debatido em abril. Baixei o e-book de Frankestein, de Mary Shelley, um presente do jornal Gazeta do Povo e estou lendo no computador.
  • Por causa do romance epistolar A sociedade literária e a torta... fiquei com vontade de escrever cartas, como fazíamos antigamente. Escrevi uma bem longa pra Maira (enviei por e-mail), ela adorou a ideia e prometemos manter a correspondência.
  • Concluí a revisão do livro de contos do meu amigo Marco Polo. Agora vou “passar o pente fino” antes de enviar pra ele.
  • Estou me relacionando com escritores que participam do Substack, e seguindo os escritos e orientações do meu mentor, Wellington de Melo.
  • Ampliei minha rede de conexões do Linkedin, o que exige tempo para ler as mensagens e responder. Preciso me manter presente, pra conseguir trabalhos de revisão.
  • Contratei pedreiro pra resolver problemas de infiltração e marceneiro pra refazer um guarda-roupa que se perdeu em consequência, mas a galera marca dia e hora e não aparece. Fico impedida de sair para meus compromissos e a casa está tomada de poeira, madeira, latões de tinta e impermeabilizante, etc.
  • Calor de 33 graus no Recife e uma enxurrada de muriçocas em casa! Fico exausta. Tomo várias chuveiradas por dia para conseguir trabalhar.
  • Na sexta-feira participei de visita guiada à Oficina Brennand, promovida em parceria com a Escola de Arte João Pernambuco. No teatro de lá assisti Restos de felicidade, encenação de textos de Clarice Lispector relativos ao Recife, onde ela viveu até os 15 anos.
  • Domingo assisti no Teatro Guararapes Tom Jobim Musical, biografia do maestro genial (foto: personagens de Tom Jobim a direita, Vinicius de Moraes a esquerda, e João Gilberto, criador da Bossa Nova, no centro). Fui com Nalvinha e meu sobrinho Gabriel. Depois comemos pizza na Tomazelli.

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