Jornalista. Revisora de livros. Poeta. Mãe. Amante de gatos. Batuqueira de maracatu. Viciada em filmes e livros. Acredito na humanidade, apesar dos pesares.
Muita chuva no Recife, mas as festas de São João estão bombando.
O Maracatu Real da Várzea fez a abertura da Expôcenter do Sebrae, no sábado de tarde, dia 6. Foi uma ótima apresentação.
Lendo Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, pelo app MEC-LIVRO. O bom é que em qualquer lugar posso ler no celular. Ótimo para passar o tempo de forma proveitosa enquanto espero ser atendida nos consultórios médicos, dentista e filas em geral, ou curtir numa cafeteria legal. Recomendo o app e o livro (foto). Vencedor do Prêmio Casa de las Américas o livro conta a saga de Kehinde, sequestrada no reino de Dahomé aos oito anos, e trazida para ser escravizada na Bahia.
Meu blog ficou fora do ar, em manutenção, e volta de cara nova. Como minhas notas semanais foram atropeladas, resolvi fazer um resumo de fevereiro a partir do Carnaval, apenas editando este post, que tinha publicado no dia 16.
Me assumi pra valer como escritora e poeta. Estou concorrendo ao Prêmio Sesc de Literatura na categoria Poesia e ao Prêmio Prata da Casa na categoria Crônica. Finalmente comecei a confiar no meu potencial e agora ninguém me segura.
Fiz meu cadastro de produtora cultural. Já posso inscrever projetos no Funcultura.
Comecei minha gestão de síndica mandando lavar a caixa d’água do prédio, que estava imunda.Organizei a contabilidade e paguei as contas atrasadas.Está nos planos consertar o telhado, repor a fiação dos interfones, trocar a fechadura do portão e as lâmpadas da garagem.
O Maracatu Real da Várzea tocou na concentração do Bloco Tirando o Queijo, na Praça do Rosário (em frente a igreja), na sexta-feira de noite, e abrimos a programação do palco na Praça da Várzea, na segunda-feira, às 17h. Foi lindo (foto). Este ano fiquei somente no bairro da Várzea, que não tem o glamour do Recife Antigo nem a irreverência de Olinda, mas tem as vantagens de estar perto de casa, estacionamento à vontade e de graça,lugar pra comer e usar banheiro decente (odeio banheiro químico), e amigos pra me fazer companhia. Conheci o desfile da Burra da Várzea, dancei afoxé e maracatu, assisti uma parte do show de Lia de Itamaracá, mas voltei cedo pra casa pra todos os dias, fugindo do cansaço e do calor infernal. No domingo vi na TV o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula contando sua saga, desde a infância. A Direita tentou, mas não conseguiu impedir a apresentação.
Tivemos o segundo encontro do Clube do Livro, na Livraria Jardim, que foi muito bom apesar da ausência de três colaboradores que tiveram gripe.O próximo livro a ser debatido será "O coração de uma mulher, de Maya Angelou. Comecei a ler e na primeira linha já fiquei fascinada.
Assisti a quarta temporada de Bridgerton no Netflix.
Fiz um curso online de francês, de uma semana, com Paul Cabannes, mas resolvi me dedicar ao francês no Duolingo. O aprendizado é lento mas é grátis, né. Faço diariamente, alternando com o inglês. Leio nas duas línguas, mas não tenho nível suficiente para manter uma conversação.
Depois de muita chateação e cobranças a ex-síndica finalmente me passou o saldo de caixa e os comprovantes de pagamento das contas de água e luz, que eu vinha pedindo desde novembro de 2025, pois havia ameaças de corte. Agora que a criatura cumpriu o devido e tem saldo vou botar ordem na bagunça: lavar a caixa dágua (tá imunda), consertar os interfones, trocar a fechadura do portão, repor as cerâmicas do hall, entre outras coisas.
Começou o ano letivo da Escola de Arte João Pernambuco, com as boas-vindas aos novos alunos. Foi bem divertido, principalmente uma sessão de terapia do riso. Estou na turma de Canto Coral, toda terça-feira de tarde.
Foi sensacional o primeiro Baile das Artes, no Clube das Pás, que homenageou os trinta anos do filme O Baile Perfumado. Dancei frevo, samba, funk e o escambau. Fazia tempo que não ia pra uma festa e me joguei pra valer, me diverti muito (foto).
O último ensaio do Maracatu Real da Várzea antes do Carnaval foi com todo mundo de fantasia. Muito bom, o batuque tá empolgante.
Semaninha difícil essa, que misturou tristeza e alegria em doses quase iguais! Começou com o aniversário de 13 anos do meu neto cachorro, Astro, e apenas dois dias depois com a morte dele, vítima de um câncer devastador de pulmão. Conversei muito com Maíra, que está vivendo o luto, tentando animá-la.
Tive uma trabalheira miserável, para limpar o texto de um livro de contos dos inúmeros defeitos colocados por uma OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres). Finalmente consegui e agora vou começar a revisar. Ainda terei que reescrever vários parágrafos que estão simplesmente ilegíveis.
Calor de 31 graus no Recife. Teve dia em que entrei quatro vezes no chuveiro pra me refrescar, e enquanto a gente se enxuga já está suando de novo!
Por fim uma alegria: a semana terminou com apresentação do Maracatu Real da Várzea no palco da Praça do Arsenal, no Recife Antigo, integrando a programação de Carnaval da Prefeitura do Recife. Foi lindo (foto), a gente arrasou no batuque.
Contratei o editor Wellington de Melo para a mentoria do meu primeiro livro de poesia: revisar, editar, aconselhar, tirar dúvidas, indicar prêmios de textos inéditos, indicar editoras, acompanhar até a publicação. Depois que ele fez uma leitura crítica e encontrou qualidade na minha produção, finalmente me sinto segura para botar o bloco na rua: É hora de mostrar ao mundo os meus escritos.
Comecei a primeira leitura do nosso Clube do Livro: As intermitências da morte, de José Saramago. Fantástico, escrito com muito humor, nele Saramago aborda (como fez em Ensaio sobre a cegueira), como a repentina mudança de um sistema estabelecido gera o caos social. No caso, o que se passaria se, de repente, ninguém mais morresse? Mostra que a morte é necessária para manter o equilíbrio da vida.
Tive uma ótima reunião com meu amigo Marco Polo, músico e escritor. Trocamos figurinhas sobre nossos escritos e ele me contratou para digitalizar, revisar e dar sugestões para o novo livro de contos dele.
Comprei ingresso para a peça Noite, no Janeiro de Grandes Espetáculos, mas na hora H preferi jantar na casa de meus irmãos, Ethinha e Ciel, onde passei a tarde. Por essas e outras não gosto do esquema de compra de ingressos com antecedência.
Começamos os ensaios do Maracatu Real da Várzea visando o Carnaval. Repertório novo e batuque poderoso. Gosto de tocar (alfaia, ganzá e agbê) , de cantar e de dançar, mas confesso que me atrapalha fazer as três coisas ao mesmo tempo, porque nunca fui boa com coreografias. Mas estou me esforçando.
Estou me sentindo um gênio da costura doméstica: consertei um edredon e fiz duas fronhas (foto) e dois pegadores de panela para minha irmã Nalvinha. Ficaram lindos.
Em 2025 me tornei aluna da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, localizada na Várzea. Estou no grupo de canto coral (foto) dirigido pelo professor Marcos Jardim. Eu conhecia a escola há quase 30 anos, mas como o trabalho me tomava o dia inteiro só agora pude frequentar as aulas. A maioria dos alunos de canto coral são aposentados, como eu, autônomos ou estudantes que dispõem de um expediente livre.
A escola tem o Teatro Águas do Capibaribe, que é bem equipado, inclusive com piano de calda; salas amplas, bancos no jardim e área para confraternizações, com mesas e cadeiras, onde é servido lanche no intervalo das aulas. Oferece cursos e oficinas, totalmente gratuitos, de Canto Coral (prática de canto e teoria musical); Artes Visuais (Desenho, Pintura e outras expressões); Dança (modalidades Dança Brasileira e Dança Contemporânea), Música (instrumentação e canto, como piano, voz e violão, flauta, pandeiro); e Teatro (formação completa, dos níveis básico ao avançado, incluindo técnicas vocais e corporais, teoria e história do teatro). As matrículas são realizadas em janeiro e julho.
No final de 2025 os alunos de todos os cursos fizeram mostras coletivas, encerrando com chave de ouro o ano letivo da escola. Os últimos a se apresentarem foram os grupos de teatro, com excelentes encenações de Tybira – Uma tragédia indígena brasileira; Os fuzis da Senhora Karrar, e O brega de Romeu e Julieta.
A peça Tybira – Uma tragédia indígena brasileira, escrita por Juão Nyn e falada em grande parte em tupi-potyguara, é uma ficção que conta a história de um indígena tupinambá, primeira vítima de LGBTfobia no Brasil, morto por soldados franceses em São Luís do Maranhão. Já Os fuzis da Senhora Karrar, escrito por Bertold Brechet, é um clássico da dramaturgia mundial, que trata da luta dos povos em defesa da democracia, tendo como cenário a guerra civil na Espanha dominada por Franco. O brega de Romeu e Julieta, hilária releitura da história de amor escrita por Shakespeare, encenada pelo grupo Entre nós no teatro e dirigida por João Pinheiro, foi apresentada na Praça do Rosário, em frente a igreja da Várzea, atraindo grande público.
Foi linda a festa de aniversário do Maracatu Real da Várzea (MRV), que comemorou 28 anos de história no sábado, dia 13, com uma celebração abrangente, que teve a participação de parceiros importantes, como o Maracatu Almirante do Forte e o Maracatu Aurora Africana, a UFPE com uma Feira de Ciência e Tecnologia, vários grupos de Coco e de Forró. A festança mobilizou todo o bairro da Várzea, atraindo também grupos de outros municípios, como Camaragibe, Olinda e Jaboatão (fotos).
A história deste maracatu de baque virado começa há 28 anos, quando foi fundado na Várzea, tendo à frente a voz poderosa do cantor Abissal e reunindo uma turma amante da cultura popular e dedicada a lutar pela preservação dos seus valores. Eu estava entre os batuqueiros desde a primeira hora, tocando alfaia, agbé e ganzá. Os ensaios eram nos sábados à tarde, na Escola Municipal de Artes João Pernambuco. Tivemos momentos maravilhosos, mas tempos depois, devido a problemas de gestão, o grupo inicial se dividiu em dois. Eu permaneço até hoje com aquele que se mantém ligado ao bairro da Várzea e continua contando com a presença marcante de Abissal. Adotamos o nome de Maracatu Real da Várzea (MRV), com o qual fortalecemos nossa presença e hoje somos uma referência dentro de Pernambuco.
O MRV se reúne aos sábados para ensaiar, no coreto da Praça da Várzea. O grupo mantém uma base de integrantes fieis, mas se renova permanentemente, sendo aberto gratuitamente a todos que queiram participar, com oficinas para os novatos. A formação atual conta com cerca de 60 integrantes adultos, e inclui também crianças.
O tema do aniversário foi o respeito às águas e à força feminina, escolhido para representar a atuação do MRV durante todo o ano de 2026, com a saudação “Entre rio, mangue e mar, a força matriarcal se movimenta. Ora yê yê Oxum! Saluba Nanã! Odoyá Yemanjá!"
Foi linda a festa de comemoração dos 28 anos do Maracatu Real da Várzea, dia 13, na Praça da Várzea. Não pude tocar, por ter faltado a muitos ensaios, mas dancei muito. Teve vários maracatus de baque virado, grupos de coco e de forró, feirinha de ciências (parceria com a UFPE) e outras atrações. A festança começou às 18h e só terminou pela madrugada (foto).
Época de confraternizações. No dia 11 foi a vez da antiga turma do Diário de Pernambuco se reunir. Levei uma caneca para o sorteio de amigo secreto, e por coincidência quem ganhou foi meu irmão Jomeri. Eu ganhei um livro do meu amigo Vadinho, um dos fotógrafos mais premiados de Pernambuco, com quem trabalhei por muitos anos.
Estou atualizando minha agenda médica, motivada pela dor de estômago que tive recentemente. A endoscopia revelou inflamação (nada grave, mas o resultado da biópsia só sai em janeiro) e os exames de laboratório mostram que a taxa de glicose tá boa, mas o colesterol e a glicada continuam altos. Tenho de tomar remédios.
A turma de canto coral da Escola Municipal de Artes João Pernambuco está se preparando para a festa de encerramento do ano letivo, dia 16. Vamos cantar quatro músicas, mas, sinceramente, eu respiro mal, fico sem fôlego...