Eu, Mariza

Eu, Mariza .

Jornalista. Revisora de livros. Poeta. Mãe. Amante de gatos. Batuqueira de maracatu. Viciada em filmes e livros. Acredito na humanidade, apesar dos pesares.

Tag: livros

Eu, Cora e o preconceito literário.

Eu nunca tinha lido Cora Coralina. Via ou ouvia referências, mas não tinha a curiosidade; sempre que me dava vontade de ler poesia escolhia um poeta clássico ou um moderno. Cora me parecia simplesmente ultrapassada, alguém que não tinha nada a me dizer.

Aí, recentemente, depois que instalei no tablet e no celular o app MEC-Livro, comecei a ler autores que antes não acessava, ou porque precisava poupar meu dinheiro e não podia investir em livros tanto quanto gostaria ou porque usava meu tempo para ler obras que considerava mais estimulantes. Com uma plataforma que disponibiliza os livros de graça e que posso ler a qualquer momento e em qualquer lugar, todas as desculpas caíram por terra. Passei a ter contato com os inúmeros autores que estão no vasto catálogo do MEC-Livro, e um deles é Cora Coralina. Grata surpresa.

Estou lendo Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, seu livro de estreia, lançado em 1965, quando ela já contava 75 anos. Talvez por isso a leitura me atraiu, estou quase chegando lá, cronologicamente, e estreando na literatura com um livro de poesia, que espero lançar em breve.

Descobri em Cora uma poeta memorialista, ao mesmo tempo densa e sensível. Sua poesia, pelo menos nesse primeiro livro, se revelou muito visual para mim. A cada poema me vejo de mãos dadas com ela, menina e adolescente tímida e pobre de Goiás, percorrendo becos sujos, apreciando casarões, indo à escola, atravessando pontes, subindo morros, frequentando missas, vendo passar a boiada, ouvindo estórias de assombração, improvisando brinquedos... muita coisa dessa vivência remete à minha própria infância e adolescência, guardadas as devidas proporções sendo eu nascida e criada no Recife.

Vou ler outros livros dela, e já inclui na minha lista muitos outros autores brasileiros que não li por puro preconceito literário, uma falha terrível que pretendo remediar.

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Semana 36 - São João com chuva

De 1 a 7 de junho

  • Muita chuva no Recife, mas as festas de São João estão bombando.
  • O Maracatu Real da Várzea fez a abertura da Expôcenter do Sebrae, no sábado de tarde, dia 6. Foi uma ótima apresentação.
  • Lendo Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, pelo app MEC-LIVRO. O bom é que em qualquer lugar posso ler no celular. Ótimo para passar o tempo de forma proveitosa enquanto espero ser atendida nos consultórios médicos, dentista e filas em geral, ou curtir numa cafeteria legal. Recomendo o app e o livro (foto). Vencedor do Prêmio Casa de las Américas o livro conta a saga de Kehinde, sequestrada no reino de Dahomé aos oito anos, e trazida para ser escravizada na Bahia.

Capa do livro Um Defeito de Cor

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Semana 35 - Sugestão para o app MEC-LIVRO

De 25 de a 31 de maio

  • Resolvi transformar minhas noites de insônia em momentos produtivos, lendo os ótimos livros disponibilizados de graça no app MEC-LIVROS, do Ministério da Educação, que baixei no celular e no tablet. O primeiro foi A Vegetariana (foto), da autora sul-coreana Han Kang, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2024. Terminei de ler em uma semana. O grande problema, para mim, é que o aplicativo empresta os livros por 14 dias, podendo renovar, mas se você termina antes a leitura tem de esperar o fim do prazo para pedir outro! Sugiro ao MEC um prazo mais curto, de 10 dias (renovável), e que se possa pegar dois livros emprestados por vez. Tentei pegar um de poesia e um romance, e não posso ter nada até se passarem os 14 dias da primeira reserva!.

  • Depois que comecei a escrever poemas e contos meu celular tem recebido, via Instagram, uma enxurrada de anúncios de editoras das quais nunca tinha ouvido falar, premiações caça-níqueis e ofertas de cursos sobre como transformar seu livro num best-seller.

  • O quinto encontro do Clube do Livro, no último sábado de maio, teve finalmente a participação da minha amiga Célia Lins, designer da Cepe Editora. Os outros não compareceram por motivos diversos, mas eu, Nalvinha e Célia curtimos muito, falando de livros e de coisas pessoais. No final emprestei a Célia A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, para ser lido por ela e pela mãe (82 anos), que estamos tentando convencer a entrar no grupo. Foi um encontro super descontraído, que se estendeu das 10h às 14h sem a gente perceber o tempo passar. Terminamos almoçando no restaurante Tempero da Rosa, no Hotel Central, onde uma turma de velhos amigos curtiam um karaokê. Muito legal.

Eu lendo A Vegetariana

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Semana 34 - Visitas e boa leitura

De 18 a 24 de maio

  • Esta semana visitei minha irmã mais velha, que comemorou 59 anos de casamento: tem 82 anos, problemas de circulação nos pés e é muito revoltada com a velhice. Mas ainda tem uma voz bonita e potente e quando é estimulada adora cantar músicas do repertório de Alcione, Ângela Maria e Jackson do Pandeiro. Tivemos uma tarde muito divertida, com direito a várias gostosuras.
  • Estou escrevendo contos curtos, preparando uma seleção para enviar no segundo semestre à algumas editoras.
  • Baixei no celular e no tablet o app MEC-LIVROS, do Ministério da Educação, que disponibiliza de graça uma quantidade enorme de ótimos livro. Estou lendo A Vegetariana, da autora sul-coreana Han Kang, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2024. O livro é considerado um dos mais importantes da ficção contemporânea.
➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Semana 30 - Malhação

De 20 a 26 de abril

  • Voltei pra academia, depois de mais de um ano inativa: Hidroginástica, três vezes por semana. Com o calor que anda fazendo no Recife, malhar na piscina é um bônus. Por enquanto não me anima fazer musculação.
  • O quarto encontro do Clube do Livro só contou comigo e minha irmã, Nalvinha! Gripe, cansaço, chuva (sendo que fez sol o dia todo),foram as justificativas para as ausências. Uma pessoa compareceu, mas a gente não se conhece, nos desencontramos por pouco.
  • Terminei de reler Pequena coreografia do adeus, de Aline Bei, e estou relendo O adversário, de Emmanuel Carrère. Peguei essa mania: leio rápido, de cabo a rabo, e depois releio devagar, curtindo cada palavra. O próximo da lista será Solo para vialejo, da poeta pernambucana Cida Pedrosa, Livro do Ano do Prêmio Jabuti em 2020, publicado pela Cepe Editora. Agora que me assumi poeta estou lendo o genero com olhar mais apurado.
  • Comprei uma ração baratinha e a gata Coisa Linda detestou. Tive de comprar outra, que atende ao paladar gourmet da bichinha!
➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Semana 26 - Ocupada demais!

De 1 a 14 de março

Fazer “resumão” das minhas notas, que deveriam ser semanais, virou uma constante, porque tenho estado tão ocupada que atropelei tudo: os primeiros 14 dias de março foram realmente intensos...

  • Pesquisei prêmios literários e me inscrevi em três, que oferecem dinheiro, publicação e prestígio: no Prêmio Sesc de Literatura, categoria Poesia, concorro com um livro; no 1º Prêmio Internacional de Poesia, da Revista Bula, com um poema (os melhores entrarão numa antologia), e no 3º Prêmio Prata da Casa, da Casa Brasileira do Livro, com uma crônica (para antologia).
  • Li O coração de uma mulher, de Maya Angelou, o livro definido para o próximo encontro do Clube do Livro, e comecei A sociedade literária e a torta de casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Anne Barrows, que será debatido em abril. Baixei o e-book de Frankestein, de Mary Shelley, um presente do jornal Gazeta do Povo e estou lendo no computador.
  • Por causa do romance epistolar A sociedade literária e a torta... fiquei com vontade de escrever cartas, como fazíamos antigamente. Escrevi uma bem longa pra Maira (enviei por e-mail), ela adorou a ideia e prometemos manter a correspondência.
  • Concluí a revisão do livro de contos do meu amigo Marco Polo. Agora vou “passar o pente fino” antes de enviar pra ele.
  • Estou me relacionando com escritores que participam do Substack, e seguindo os escritos e orientações do meu mentor, Wellington de Melo.
  • Ampliei minha rede de conexões do Linkedin, o que exige tempo para ler as mensagens e responder. Preciso me manter presente, pra conseguir trabalhos de revisão.
  • Contratei pedreiro pra resolver problemas de infiltração e marceneiro pra refazer um guarda-roupa que se perdeu em consequência, mas a galera marca dia e hora e não aparece. Fico impedida de sair para meus compromissos e a casa está tomada de poeira, madeira, latões de tinta e impermeabilizante, etc.
  • Calor de 33 graus no Recife e uma enxurrada de muriçocas em casa! Fico exausta. Tomo várias chuveiradas por dia para conseguir trabalhar.
  • Na sexta-feira participei de visita guiada à Oficina Brennand, promovida em parceria com a Escola de Arte João Pernambuco. No teatro de lá assisti Restos de felicidade, encenação de textos de Clarice Lispector relativos ao Recife, onde ela viveu até os 15 anos.
  • Domingo assisti no Teatro Guararapes Tom Jobim Musical, biografia do maestro genial (foto: personagens de Tom Jobim a direita, Vinicius de Moraes a esquerda, e João Gilberto, criador da Bossa Nova, no centro). Fui com Nalvinha e meu sobrinho Gabriel. Depois comemos pizza na Tomazelli.

musical-tom-jobim-990x557

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Semana 22 - Haja paciência!

De 19 a 25 de janeiro de 2026

  • Comecei a semana recebendo a síndica do condomínio, que veio me passar o cargo. Passou o cargo, mas não o saldo de caixa, quase cinco mil reais, nem os comprovantes pagos das contas recentes de água e luz, que ela jura que estão quitadas apesar das ameaças de corte de água. Como nosso prédio não tem CNPJ, diz ela que depositava o dinheiro na conta pessoal, por isso não tem como dispor do montante e vai pagar em parcelas!!! Ou seja, me tornei síndica sem nenhum tostão. A criatura pediu prazo para pagar a primeira parcela, 31 deste mês, e eu já me informei: se não pagar posso fazer um boletim de ocorrência por apropriação indébita.
  • Meu querido amigo Marco Polo é meio desleixado, perde coisas e há meses precisa consertar o computador. Ele me passou apenas impresso o texto do seu novo livro, para digitalizar e revisar. Então tive de escanear e fazer uma OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres), depois converter o PDF em Word. Essa solução é problemática porque a OCR coloca defeitos no texto, como trocar letras, incluir números e figuras no meio da palavra, sumir com partes do texto, entre outros. Por isso tenho de “limpar” o texto e reescrever parágrafos ou mesmo capítulos inteiros. Trabalhão.
  • Estou lendo As intermitências da morte, de José Saramago. Entre as melhores sacadas do escritor, que utiliza o humor de forma genial, está o conceito de soberania nacional... da máphia (com ph para diferenciar da máfia tradicional, embora se utilize dos mesmos métodos de persuasão...).
  • Nosso Clube do Livro conta agora com cinco mulheres e dois homens. Estamos crescendo com ótimas aquisições de leitores.
➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Semana 21 - Botando o bloco na rua

De 12 a 18 de janeiro de 2026

  • Contratei o editor Wellington de Melo para a mentoria do meu primeiro livro de poesia: revisar, editar, aconselhar, tirar dúvidas, indicar prêmios de textos inéditos, indicar editoras, acompanhar até a publicação. Depois que ele fez uma leitura crítica e encontrou qualidade na minha produção, finalmente me sinto segura para botar o bloco na rua: É hora de mostrar ao mundo os meus escritos.
  • Comecei a primeira leitura do nosso Clube do Livro: As intermitências da morte, de José Saramago. Fantástico, escrito com muito humor, nele Saramago aborda (como fez em Ensaio sobre a cegueira), como a repentina mudança de um sistema estabelecido gera o caos social. No caso, o que se passaria se, de repente, ninguém mais morresse? Mostra que a morte é necessária para manter o equilíbrio da vida.
  • Tive uma ótima reunião com meu amigo Marco Polo, músico e escritor. Trocamos figurinhas sobre nossos escritos e ele me contratou para digitalizar, revisar e dar sugestões para o novo livro de contos dele.
  • Comprei ingresso para a peça Noite, no Janeiro de Grandes Espetáculos, mas na hora H preferi jantar na casa de meus irmãos, Ethinha e Ciel, onde passei a tarde. Por essas e outras não gosto do esquema de compra de ingressos com antecedência.
  • Começamos os ensaios do Maracatu Real da Várzea visando o Carnaval. Repertório novo e batuque poderoso. Gosto de tocar (alfaia, ganzá e agbê) , de cantar e de dançar, mas confesso que me atrapalha fazer as três coisas ao mesmo tempo, porque nunca fui boa com coreografias. Mas estou me esforçando.
  • Estou me sentindo um gênio da costura doméstica: consertei um edredon e fiz duas fronhas (foto) e dois pegadores de panela para minha irmã Nalvinha. Ficaram lindos.

fronha estampada que fiz para travesseiro pequeno

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Fundamos o Clube do Livro

Finalmente foi fundado o Clube do Livro que eu tanto queria. Depois de muita dificuldade para conciliar as agendas nos reunimos na Livraria Jardim, na Av. Manoel Borba, eu, minha irmã Nalvinha e minha querida amiga Danielle Romani. O encontro durou das 10h ao meio dia e de tão empolgadas simplesmente esquecemos de fazer a foto da reunião, que ilustraria este post! Para compensar, estou postando a capa do livro escolhido para a primeira leitura do grupo: As intermitências da morte, de José Saramago, e a logo de capa do grupo no whatsapp.

As outras integrantes, que justificaram a ausência , são a web designer Célia Lins, funcionária da Cepe Editora, e a jornalista Ângela Lacerda, que durante muitos anos foi repórter do jornal O Estado de São Paulo, o Estadão, e agora dedica-se à área holística.

A primeira reunião foi bastante proveitosa: definimos que o clube está aberto à participação masculina (já convidei dois amigos que gostam de ler); os encontros ocorrerão no primeiro sábado do mês (o próximo será no dia 7 de fevereiro); ao final de cada encontro definiremos a data do seguinte, considerando os feriados e agendas pessoais, mantendo a distância de 30 dias, suficiente para a leitura; cada participante apresentou uma lista de sugestões de leitura e definimos que a cada mês será escolhido um livro da lista de cada pessoa.

Por unanimidade foi definido que o primeiro livro a ser lido é As intermitências da morte, de José Saramago (foto), indicado por Danielle Romani para discussão em fevereiro; o segundo, indicado por Nalvinha, é A sociedade literária da torta da casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Anne Barraws, para debate no encontro de março; e o terceiro, indicado por mim, é O adversário, de Emmanuel Carrère, para debate em abril. No encontro de fevereiro definiremos outras leituras extraindo os títulos das sugestões das integrantes que comparecerem à reunião.

De cara uma conquista do nosso clube foi obter desconto na compra dos livros na Livraria Jardim, e a promessa de reserva de um espaço tranquilo no Café Celeste , que fica dento da livraria, sempre que nossas reuniões coincidirem com outros eventos.

capa do primeiro livro logo do cube do livro no whatsapp

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Semana 9 - Livro, comida e jogos

De 20 a 26 de outubro:

  • A sogra de minha filha, voltou para Estocolmo. Eu e Piret ficamos amigas, apesar da barreira da língua: ela só fala sueco e o app de tradução não ajudou; tivemos de apelar para a mímica e o vinho , o que rendeu muitas risadas (foto). Nos despedimos no aeroporto de Valência às 3h30 da madrugada!
  • Preparei salada incluindo sementes de romã, que colhemos em Alborache. Ficou exótica e refrescante, mas não agradou todo mundo.
  • Comecei a ler “O Dossiê Pelicano”, de John Grisham, escrito em 1992, sobre a investigação do assassinato de juízes da corte suprema americana, odiados por extremistas de direita (parece o atual cenário brasileiro, né...)
  • Encontrei um livro de Anton Tchekov em uma “biblioteca” de rua do bairro, em La Canyada, “Del amor y otros relatos” e comecei a ler de imediato. Tchekov é um mestre das narrativas curtas, e eu quero ler mais contos e poesias.
  • Minha filha incluiu no kindle vários livros de autores modernos, a meu pedido. Preciso atualizar meus conhecimentos de literatura.
  • Todo mundo ficou resfriado, com a mudança de temperatura. Tá frio pra caramba!
  • Tentamos muito, mas não conseguimos ver o cometa Lemmon. Agora só daqui a 1300 anos!
  • Mesmo tendo de pagar pra despachar, comprei uma mala de 23kg, linda e resistente, perfeita para viagens longas e de inverno (roupas de frio ocupam mais espaço). Manterei minha mala de 10kg para as viagens curtas.
  • Começamos a assistir a quinta temporada de “Only murders in the building”, com Selena Gomez, Steve Martin e Martim Short. Legendas em inglês para favorecer meu aprendizado.
  • Conclui dois poemas dedicados a meus netos cachorros, Luna e Astro.
  • Comemos Korma, comida indiana no jantar do sábado, e Kagianas, comida grega no café da manhã do domingo, preparadas pela minha talentosa filha, que ama a cozinha internacional.
  • Com chuva e frio, terminamos a semana com o jogo de tabuleiro, Cluedo, e novamente os de 3D, Synth Rider e Ragnarock.

Eu e Piret, alegrinhas de vinho, em passeio às margens do Rio Tibre

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

La biblioteca de la medianoche

Todo mundo gostaria de ter a oportunidade de recomeçar a vida, corrigindo os erros. O arrependimento pelo que se fez, ou deixou de fazer, uma das causas mais comuns de infelicidade, e a vontade de encontrar uma nova forma de vida, é o tema do livro do autor britânico Matt Hagg, “The midnight library”, que li no kindle na versão espanhola, “La biblioteca de la medianoche”.

Vencedor do prêmio Goodreads Choise Award 2020, como melhor obra de ficção contemporânea, o livro combina fantasia e filosofia para contar a história de Nora, mulher depressiva, atormentada pelo arrependimento de nunca ter enfrentado as possibilidades que a vida lhe apresentou. Em coma após tentar o suicídio, enquanto permanece no limbo entre a vida e a morte Nora tem a chance de vivenciar todas os caminhos que deixou de seguir por não se sentir merecedora da felicidade.

Inicialmente o livro parece ter uma conotação ligada à doutrina espírita, mas logo se percebe que a filosofia existencialista é seu fundamento principal. Cada nova vida compõe um livro que a personagem encontra em uma biblioteca. Ao experimentá-las, ela percebe que deseja viver e passa a buscar a melhor forma de enfrentar os problemas com coragem. O próprio autor sofria de depressão e ansiedade, então de certa forma ele se coloca na obra, que incentiva as pessoas a refletir sobre o sentido da vida, a importância das decisões e da busca de novas oportunidades. O livro foi apresentado em capítulos na Rádio BBC e traduzido para vários idiomas. Recomendo. Capa do livro La biblioteca de la medianoche

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Beware the Past - crime em inglês

d_nq_np_2x_989577-cbt82098400827_012025-f-libro-beware-the-past-a-gripping-crime-thriller-with-a-huge

Yes, acabei de ler no kindle “Beware the past”, uma trama de crimes arrepiantes. Meu inglês é fuleiro, mas consegui. Foi demorado e difícil porque prefiro os livros impressos e só leio no kindle quando viajo, pela praticidade e economia de espaço, e como não tenho vocabulário suficiente em inglês, mesmo compreendendo o contexto geral tive de pesquisar o significado das palavras mais difíceis.

Demorei também porque “Beware the past” tem muitos detalhes desnecessários. Aliás, a prolixidade é um defeito comum em inúmeros autores, que se perdem em divagações, geralmente aborrecidas. Também questiono o perfil do personagem principal, o inspetor policial Mathew Ballard, atormentado pelo passado, que parece ter dificuldade de tomar decisões e está sempre à beira das lágrimas.

A autora, Joy Ellis, é um sucesso no Reino Unido com suas histórias de crime. Ela já publicou mais de 25 livros, incluindo uma série com o mesmo personagem. Ainda não sei se terei ânimo de ler algum... talvez valha a pena para melhorar meu vocabulário em inglês... sei lá.

➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.

Resumão de Agosto

Às vezes esquecemos detalhes dos acontecimentos porque não temos nenhum registro que nos faça lembrar. Podem ser acontecimentos simples, sem relevância suficiente para merecer um post, mas que de alguma forma enriquecem a vida da gente. Por isso, resolvi listar o que me acontece a cada semana, atualizando na segunda-feira. Pra começar faço um resumão das coisas de Agosto, a partir da minha chegada em Valência, no dia 11.

  • Sai do Recife no dia 10, em voo da Azul. Gostei da organização do embarque mas detestei a comida. Tinha muita gente bonita no voo, homens e mulheres.
  • Cheguei em Madri às 8h10. Depois da imensa fila da imigração encontrei minha filha e meu genro e fomos de carro almoçar em Cuenca, que fica a 200km de Valência, onde eles moram.
  • Conhecemos duas cidades medievais vizinhas, lindas: Mora de Rubielos e Rubielos de Mora, em Teruel. Na primeira visitamos o castelo e almoçamos o “menu del dia”. Tava um calor de 38 graus!
  • Visitamos a cidade medieval de Morella, em Castellón, muito linda, onde tivemos a sorte de encontrar um festival, que só acontece a cada seis anos. Tinha bonecos gigantes e bandinha de música desfilando. Compramos uns queijos curados com trufas negras, fantásticos.
  • Assistimos na TV “Nonnas”, um filme baseado em fatos reais, onde avós italianas cozinham pratos de dar água na boca.
  • Assistimos “Sing Stret”, sobre jovens de um lugar sem perspectivas, que formam uma banda.
  • Fomos ao bairro de Patraix, onde conheci o “Almuerzo Valenciano”, um sanduichão que substitui o café da manhã e o almoço.
  • Visitamos o "Mercado de la Imprenta", também no bairro de Patraix, onde funcionou uma impressora criada por José Vila em 1908, que agora é um mercado gastronômico.
  • Comi macarrão feito na máquina maravilhosa que minha filha e meu genro compraram, que faz vários tipos de massa: espaguete, cabelo de anjo, lasanha, tagliatelli e outros.
  • Caminhamos quase todos os dias com os cachorros, de manhã e de tarde, pela floresta.
  • Experimentei vários pratos veganos: molho à bolonhesa, galinha falsa (igualzinha) e hamburguer, tudo feito de soja, além de hamburguer de proteína de ervilha, de seitan, de brócolis, etc.
  • Também comi vários pratos com cogumelos frescos, de tipos variados, que não se encontram no Recife. Uma delícia a pizza.
  • Voltei a ler no kindle, embora prefira os livros impressos, mas é mais prático quando a gente viaja. Estou lendo “Beware the past”. Meu inglês é fajuto mas dá pra entender todo o contexto.
  • Estou estudando inglês diariamente pelo Duolingo. Minha meta é poder ver filmes no idioma original, sem legendas.
  • Assistimos muitos episódios da série espanhola "First Dates", em que casais tentam encontrar o amor.
  • Vi vários episódios da série "Chef’s Table", sobre grandes chefs do mundo. Um deles é o brasileiro Alex Atala.
  • Assistimos uma série muito boa de crime e suspense: "Dept. Q"
  • Visitamos a Igreja de São Nicolau e São Pedro Mártir, conhecida como Capela Sistina de Valência, onde havia um espetáculo de luz e som.
  • Cozinhamos geleia de figo, com açúcar e com adoçante, com os figos colhidos no quintal da casa.
  • Apesar do calor, resolvemos comer raclete no jardim de casa, olhando as estrelas.
  • Fiquei de porre dividindo três garrafas de vinho e mais de meia garrafa de Bailey’s.
  • Podei uma parte das plantas do jardim de casa.
  • Eu vi o gênio Leonardo da Vinci na fantástica exposição dos 500 anos de sua obra, no Museu da Ciência, na Cidade das Artes e da Ciência, uma obra monumental em Valência.
  • Minha filha, que é programadora, criou este blog pra mim. Estou obcecada, escrevendo todos os dias!
➡️ Veja o post completo e deixe seu comentário.