De 12 a 18 de janeiro de 2026

  • Contratei o editor Wellington de Melo para a mentoria do meu primeiro livro de poesia: revisar, editar, aconselhar, tirar dúvidas, indicar prêmios de textos inéditos, indicar editoras, acompanhar até a publicação. Depois que ele fez uma leitura crítica e encontrou qualidade na minha produção, finalmente me sinto segura para botar o bloco na rua: É hora de mostrar ao mundo os meus escritos.

  • Comecei a primeira leitura do nosso Clube do Livro: As intermitências da morte, de José Saramago. Fantástico, escrito com muito humor, nele Saramago aborda (como fez em Ensaio sobre a cegueira), como a repentina mudança de um sistema estabelecido gera o caos social. No caso, o que se passaria se, de repente, ninguém mais morresse? Mostra que a morte é necessária para manter o equilíbrio da vida.

  • Tive uma ótima reunião com meu amigo Marco Polo, músico e escritor. Trocamos figurinhas sobre nossos escritos e ele me contratou para digitalizar, revisar e dar sugestões para o novo livro de contos dele.

  • Comprei ingresso para a peça Noite, no Janeiro de Grandes Espetáculos, mas na hora H preferi jantar na casa de meus irmãos, Ethinha e Ciel, onde passei a tarde. Por essas e outras não gosto do esquema de compra de ingressos com antecedência.

  • Começamos os ensaios do Maracatu Real da Várzea visando o Carnaval. Repertório novo e batuque poderoso. Tenho dificuldade de tocar (alfaia e agbê) e ao mesmo tempo me concentrar na coreografia, mas estou me esforçando.

  • Estou me sentindo um gênio da costura doméstica: consertei um edredon e fiz duas fronhas (foto) e dois pegadores de panela para minha irmã Nalvinha. Ficaram lindos.

Em 2025 me assumi poeta, e entro 2026 com os dois pés na poesia. Enquanto espero a virada do ano, sigo as leituras poéticas proporcionadas por Antônio Fagundes, que todos os domingos nos brinda com um poema, em seu canal no Instagram. O mais recente é um poema de Rupi Kaur, com que me identifiquei muito, por isso postei no Facebook e também reproduzo aqui:

"O ano acaba.
Espalho os últimos 365 dias na minha frente, no tapete da sala de casa.
Esse aqui é o mês em que decidi largar tudo que não influenciasse profundamente os meus sonhos.
O dia em que me recusei a ser a vítima.
Esta é a semana em que dormi na grama.
Na primavera eu torci o pescoço da insegurança, deixei a sua gentileza de lado, derrubei o calendário.
Aqui a semana em que dancei com tanta empolgação que meu coração aprendeu a flutuar de novo.
O verão em que tirei todos os espelhos da parede, eu não precisava mais me ver para me sentir vista.
Tirei o peso do meu cabelo com o pente.
Dobro os dias bons e ponho todos no bolso de trás da calça, só por segurança.
Acendo um fósforo, queimo tudo que seja supérfluo, o calor do fogo aquece meus dedos do pé.
Pego um copo de água morna pra me limpar inteira pra janeiro.
Estou chegando, mais forte e mais inteligente para o novo".