Finalmente foi fundado o Clube do Livro que eu tanto queria. Depois de muita dificuldade para conciliar as agendas nos reunimos na Livraria Jardim, na Av. Manoel Borba, eu, minha irmã Nalvinha e minha querida amiga Danielle Romani. O encontro durou das 10h ao meio dia e de tão empolgadas simplesmente esquecemos de fazer a foto da reunião, que ilustraria este post! Para compensar, estou postando a capa do livro escolhido para a primeira leitura do grupo: As intermitências da morte, de José Saramago, e a logo de capa do grupo no whatsapp.

As outras integrantes, que justificaram a ausência , são a web designer Célia Lins, funcionária da Cepe Editora, e a jornalista Ângela Lacerda, que durante muitos anos foi repórter do jornal O Estado de São Paulo, o Estadão, e agora dedica-se à área holística.

A primeira reunião foi bastante proveitosa: definimos que o clube está aberto à participação masculina (já convidei dois amigos que gostam de ler); os encontros ocorrerão no primeiro sábado do mês (o próximo será no dia 7 de fevereiro); ao final de cada encontro definiremos a data do seguinte, considerando os feriados e agendas pessoais, mantendo a distância de 30 dias, suficiente para a leitura; cada participante apresentou uma lista de sugestões de leitura e definimos que a cada mês será escolhido um livro da lista de cada pessoa.

Por unanimidade foi definido que o primeiro livro a ser lido é As intermitências da morte, de José Saramago (foto), indicado por Danielle Romani para discussão em fevereiro; o segundo, indicado por Nalvinha, é A sociedade literária da torta da casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Anne Barraws, para debate no encontro de março; e o terceiro, indicado por mim, é O adversário, de Emmanuel Carrère, para debate em abril. No encontro de fevereiro definiremos outras leituras extraindo os títulos das sugestões das integrantes que comparecerem à reunião.

De cara uma conquista do nosso clube foi obter desconto na compra dos livros na Livraria Jardim, e a promessa de reserva de um espaço tranquilo no Café Celeste , que fica dento da livraria, sempre que nossas reuniões coincidirem com outros eventos. capa do primeiro livro logo do cube do livro no whatsapp

Todo mundo gostaria de ter a oportunidade de recomeçar a vida, corrigindo os erros. O arrependimento pelo que se fez, ou deixou de fazer, uma das causas mais comuns de infelicidade, e a vontade de encontrar uma nova forma de vida, é o tema do livro do autor britânico Matt Hagg, “The midnight library”, que li no kindle na versão espanhola, “La biblioteca de la medianoche”.

Vencedor do prêmio Goodreads Choise Award 2020, como melhor obra de ficção contemporânea, o livro combina fantasia e filosofia para contar a história de Nora, mulher depressiva, atormentada pelo arrependimento de nunca ter enfrentado as possibilidades que a vida lhe apresentou. Em coma após tentar o suicídio, enquanto permanece no limbo entre a vida e a morte Nora tem a chance de vivenciar todas os caminhos que deixou de seguir por não se sentir merecedora da felicidade.

Inicialmente o livro parece ter uma conotação ligada à doutrina espírita, mas logo se percebe que a filosofia existencialista é seu fundamento principal. Cada nova vida compõe um livro que a personagem encontra em uma biblioteca. Ao experimentá-las, ela percebe que deseja viver e passa a buscar a melhor forma de enfrentar os problemas com coragem. O próprio autor sofria de depressão e ansiedade, então de certa forma ele se coloca na obra, que incentiva as pessoas a refletir sobre o sentido da vida, a importância das decisões e da busca de novas oportunidades. O livro foi apresentado em capítulos na Rádio BBC e traduzido para vários idiomas. Recomendo. Capa do livro La biblioteca de la medianoche

capa do livro Beware the past

Yes, acabei de ler no kindle “Beware the past”. Meu inglês é fuleiro, mas consegui. Foi demorado e difícil porque só leio no kindle quando viajo, pela praticidade e economia de espaço; prefiro os livros impressos, daí demoro um tempão entre os capítulos. Também como não tenho vocabulário suficiente em inglês, mesmo compreendendo o contexto geral tenho de parar várias vezes para pesquisar o significado das palavras mais difíceis.

Tem outro motivo, talvez o principal: embora seja uma boa história de crime, “Beware the past” tem muitos trechos com detalhes que nada acrescentam à trama. Aliás, a prolixidade é um defeito comum em inúmeros autores, que se perdem em divagações, geralmente aborrecidas. Também é questionável o perfil do personagem principal, o inspetor policial Mathew Ballard, atormentado pelo passado, que parece ter dificuldade de tomar decisões e está sempre à beira das lágrimas.

A autora, Joy Ellis, é um sucesso no Reino Unido com suas histórias de crime. Ela já publicou mais de 25 livros, incluindo uma série com o mesmo personagem. Ainda não sei se terei ânimo de ler algum...talvez valha a pena para melhorar meu vocabulário em inglês...sei lá.