Flip e outras feiras
Publicado emQueria muito ir na Flip. Sem dúvida é uma das feiras literárias mais divulgadas do Brasil e as imagens das ruas lindas de Paraty despertam na gente a vontade de zanzar por lá, encontrar gente que gosta de livros, conversar com autores, respirar o ambiente literário. E assistir algumas mesas, porque tem temas super interessantes com a participação de gente que eu admiro. Aqui faço uma ressalva: é muita coisa boa no mesmo horário, a pessoa se desespera porque tem de optar, o conflito é grande. Mas não vou na Flip, acompanho os rolês pelas redes sociais e pela televisão.
Não vou porque a Flip e algumas outras feiras literárias, como as bienais de outros estados, parecem uma realidade bem distante pra mim, apesar de ter trabalhado em editora por mais de quinze anos. Sem ter lançado nenhum livro ainda, sinto que não ocupo lugar no mercado editorial, e o investimento financeiro e emocional não compensa. Talvez, depois que publicar meu primeiro livro, que eu espero que aconteça em breve, comece a me sentir parte integrante desse universo enquanto criadora, e aí não vou mais deixar de zanzar nas feiras e bienais. A Flip que me aguarde.
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