Em 2025 me tornei aluna da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, localizada na Várzea. Estou no grupo de canto coral (foto) dirigido pelo professor Marcos Jardim. Eu conhecia a escola há quase 30 anos, mas como o trabalho me tomava o dia inteiro só agora pude frequentar as aulas. A maioria dos alunos de canto coral são aposentados, como eu, autônomos ou estudantes que dispõem de um expediente livre.
A escola tem o Teatro Águas do Capibaribe, que é bem equipado, inclusive com piano de calda; salas amplas, bancos no jardim e área para confraternizações, com mesas e cadeiras, onde é servido lanche no intervalo das aulas. Oferece cursos e oficinas, totalmente gratuitos, de Canto Coral (prática de canto e teoria musical); Artes Visuais (Desenho, Pintura e outras expressões); Dança (modalidades Dança Brasileira e Dança Contemporânea), Música (instrumentação e canto, como voz e violão, flauta, pandeiro); e Teatro (formação completa, dos níveis básico ao avançado, incluindo técnicas vocais e corporais, teoria e história do teatro). As matrículas são realizadas em janeiro e julho.
No final de 2025 os alunos de todos os cursos fizeram mostras coletivas, encerrando com chave de ouro o ano letivo da escola. Os últimos a se apresentarem foram os grupos de teatro, com excelentes encenações de Tybira – Uma tragédia indígena brasileira; Os fuzis da Senhora Karrar, e O brega de Romeu e Julieta.
A peça Tybira – Uma tragédia indígena brasileira, escrita por Juão Nyn e falada em grande parte em tupi-potyguara, é uma ficção que conta a história de um indígena tupinambá, primeira vítima de LGBTfobia no Brasil, morto por soldados franceses em São Luís do Maranhão. Já Os fuzis da Senhora Karrar, escrito por Bertold Brechet, é um clássico da dramaturgia mundial, que trata da luta dos povos em defesa da democracia, tendo como cenário a guerra civil na Espanha dominada por Franco. O brega de Romeu e Julieta, hilária releitura da história de amor escrita por Shakespeare, encenada pelo grupo Entre nós no teatro e dirigida por João Pinheiro, foi apresentada na Praça do Rosário, em frente a igreja da Várzea, atraindo grande público.
